Segunda-feira - Janeiro 04, 2016

Objetivo – seus personagens tem um?

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Por Daniele

Se há algo em comum entre todos os seres humanos é o fato de que todos sempre querem alguma coisa. Pode ser um desejo consciente ou inconsciente; uma vontade vaidosa ou necessidade; um objetivo egoísta ou uma meta altruísta – o fato é que todos querem algo.

Também existem objetivos não advindos da vontade própria do indivíduo: uma tarefa da qual foi encarregado e precisa cumprir, querendo ou não. Quem nunca?

As pessoas estão o tempo todo fazendo algo para atingirem um objetivo. Existem diversos tipos de objetivos, e todos eles servem para construir cenas, tramas e fazer toda a história girar.

Cada cena contém objetivos a serem definidos e trabalhados. Se houver dois personagens ou mais, cada um terá sua meta. Mesmo quando o sujeito está apenas pensando – talvez o objetivo seja chegar a uma conclusão ou decisão. Ou quando dois estão conversando: qual é o tópico do assunto? Qual é o objetivo que eles pretendem atingir com tal diálogo? Chegar a uma conclusão em comum? Agredir um ao outro? Algo subjetivo, como um flerte que gera uma conversa com assuntos dos mais aleatórios possíveis? Se a resposta for “nenhum objetivo”, é melhor repensar a cena.

Quando um personagem está andando, ele tem o objetivo de chegar a algum lugar. Quando está se coçando, ele também está tentando alcançar algo, seja o alívio de alguma alergia, seja disfarçar sua insegurança enquanto fala com outra pessoa. Até mesmo nas micro ações de cada personagem contam; aliás, elas são ótimos recursos para deixar implícito ao leitor as metas que o personagem talvez esteja escondendo de seus interlocutores.

A preocupação do autor deve ser determinar o objetivo principal de cada personagem em suas cenas e na história como um todo. Então, temos diferentes níveis: objetivos que serão alcançados ou não logo de imediato, e aqueles que levarão a história toda para sabermos o resultado, ou seja, o objetivo principal sobre o qual a trama gira em volta.

Personagens secundários também precisam de seus objetivos principais. Deve haver alguma razão para aquele deuteragonista estar ao lado do herói. Ou para o vilão querer, sei lá, explodir a bomba atômica. Sem objetivos, as coisas soam meio absurdas, assim como essa última frase.

Porém, atenção: não confundir objetivo com motivação. Uma coisa é aquilo que os personagens querem ou precisam, ou são encarregados de fazer. Outra coisa, é o porque eles irão realmente fazer isso.

Para finalizar essa primeira parte sobre o tema, vale lembrar que a seriedade com que os personagens encaram seus objetivos explicita muito sobre suas personalidades.

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